Journalism can make a difference against poverty

Published: 06 December 2010

 

Coragem e vontade de mudar o mundo são dois requisitos para quem quer ser jornalista e escrever sobre temas ligados ao desenvolvimento.

No continente africano é o “amor à camisola” e a solidariedade que leva vários repórteres a escrever sobre direitos humanos e temas como a prostituição e o rapto de crianças. “Os jornalistas quase não recebem pelo seu trabalho em África. Quase não têm dinheiro para se alimentarem”, revelou Femi Oke, jornalista da CNN e moderadora da cerimónia de entrega dos prémios Lorenzo Natali, parte integrante do programa desta segunda-feira para os Dias Europeus do Desenvolvimento. 

Lorenzo Natali foi um antigo comissário da União Europeia, especializado em desenvolvimento. Neste evento foram entregues 17 prémios divididos entre várias categorias, entre elas, África, Ásia, Arábia e Médio Oriente e América Latina. Para cada uma delas, foram seleccionados três vencedores. No final adicionaram duas outras categorias: um prémio especial para a melhor reportagem de Rádio e um outro para a melhor reportagem de Televisão. Foi também galardoado o trabalho mais bem conseguido entre todos os vencedores.

A reportagem “Palabra de Mujer”/ “Woman’s Word”, sobre o combate de um grupo de mulheres em Nicarágua contra a violência e sobre as denúncias realizadas através de uma pequena estação de rádio contra os homens que as maltratavam, valeu ao jornalista Yader Francisco Luna García o galardão final.

Manar Attiya Salem, também premiada, conta-nos a história de Aya, uma rapariga que, com apenas 14 anos, foi forçada a casar-se várias vezes e que decidiu denunciar a sua situação. “Aya ouvre une breche”/”Aya Breaks the wall” ficou em primeiro lugar na categoria relativa à Arábia e Médio Oriente.

Violência contra as mulheres e a educação foram alguns dos temas premiados e dominantes na cerimónia que contou também com a presença de Lesley Anne-Kright, Embaixadora da União Europeia para o Ano Europeu contra a Pobreza e Exclusão Social.

Este evento mostrou que é possível marcar a diferença através do jornalismo e também da música, com o concurso “Music against Poverty”. O grupo vencedor teve assim a oportunidade de actuar em público e mostrar a toda a audiência “A story of ignorance”, construída a pensar nos objectivos do Milénio. 

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